terça-feira, 27 de outubro de 2015
Uma conversa...só uma conversa!
domingo, 25 de outubro de 2015
Dói o estômago
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Um grito, um choro
Sentei a poucos metros do gramado, quase no mesmo nível deste. A voz a minha frente foi aos poucos sumindo, e outra, longínqua, tomou o espaço.
Era pequeno, daquela época em que os sons são apenas sons...importante esclarecer, desde já, que a falta de capacidade de discernir entre este ou aquele não significa que sejam desprovidos de sentido, não, longe disso.
Fui arrancando de meu descanso com um grito...estava no berço, tranquilo, ainda que o ambiente estivesse imerso em tensão. Acordei assustado e claro deixei para todos, tamanha a choradeira que se seguiu.
Meu pai, de olhos fixos na televisão, saltara do sofá...braços estendidos, boca escancarada...Gooolllll!
Era o segundo da seleção brasileira. Final de Copa do Mundo.1970. Brasil e Itália.
Eu tinha seis meses de vida...agora, cá estou eu no Estádio Azteca.
Senti saudade de um tempo que não vivi. Senti saudades de abraçar meu pai e ouvi-lo contar como nossos jogadores desfilaram por aquele gramado...
Goooolllll!! Gritava um senhor ao meu lado, a pedido da guia que conduzia a visita. Ao longe, o eco das vozes de um pequeno grupo de quinze pessoas.
Gritei também!!! Pena que meu pai não estivesse ali...de certo, juntos choraríamos...
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Sorria
Que tal, por um instante apenas, tirar o foco de nós mesmos?
Sabe, olhar ao redor sem a preocupação com o enquadramento, com as caras e bocas que, supostamente, amigos distantes, não tão distantes, não tão amigos vão curtir...
Compartilhamos autorretratos, mas não revelamos as experiências vividas...pudera, estávamos de costas para o que realmente importava. Um paradoxo, não?
Mais um clique...mais um selfie...e lá se foi mais um momento, único, sem volta, sem possibilidade de retoques.
Nós em primeiro plano!
Ah! Claro, felizes...
Existimos na imagem e nos refestelamos nos elogios...não há se quer surpresas, diálogos... nada se substantivos, tão somente adjetivos.
E assim, seguimos...sorrindo, ainda que nossas perspectivas pareçam desfocadas...
sábado, 19 de abril de 2014
A mediocridade nossa
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Nada a dizer
Gosto do aconchego do silêncio, da quietude que sussurra histórias de nós, do afago que afasta nossos medos.
Gosto do silêncio das palavras não ditas, que sufoca as mal ditas.
Gosto do silêncio...gosto do silêncio que conversa com a gente, que transpira, do silêncio que inspira.
Ah!! Gosto do silêncio que permite nos ouvirmos e que nos faz capaz de ouvir com o ouvido do outro.
Gosto do silêncio que grita escolhas até então abafadas pela fala.
Gosto do silêncio...
Onde?
Um som estridente me trouxe de volta. Sei bem não onde estava, é verdade...apenas fragmentos de sentidos sem um sentido certo. História sem começo, sem fim. Meio há, também pudera, vazia a cabeça nunca fica.
E nesse sentido melhor seria o verbo estar, mais flexível, mais amigável com o momento, mais receptivo com o lugar onde estava, ainda que já tenha dito que de tal lugar tenha apenas lampejos. Se pra lá ou pra cá, sei ao certo não.
E se não fosse a fúria da madame ao meu lado, que esqueceu a mão na buzina, lá ainda estaria...