quinta-feira, 9 de junho de 2016
Um novelo de lã
Acabamos devorados! Como no mito grego do Minotauro alimentamos o monstro, dia a dia.
Impelidos pelas circunstâncias ou por escolha própria.
Não importa! De um jeito ou de outro não há saída...alguns de nós receberam um novelo de lã das mãos de Ariadne, assim como o herói Teseu, mas abdicaram da sorte. E mesmo que matassem o monstro, perdidos permaneceriam, sem encontrar o caminho de volta.
O dia foi corrido sim. E nas escolhas que fazemos, no imaginário de nossas prioridades, vamos nos esvaindo.
Amanhã, bom, amanhã procure um novelo de lã!
Enviado do meu iPad
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Bate à porta
Sofreguidão sem saída, sem sequer uma porta de emergência por onde pudéssemos correr.
Sentido não há, nem pra lá nem pra cá! Os caminhos, todos, levam a um mesmo lugar. Cegos tateamos em vão.
Angústia que chega sem se apresentar, sem por às claras os porquês...e por quê?
Porque, dissimulada que é, nos deixa sem saber por que nos permitimos.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
A feijoada
Cem palavras...Sem Palavras!!
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Uma conversa...só uma conversa!
domingo, 25 de outubro de 2015
Dói o estômago
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Um grito, um choro
Sentei a poucos metros do gramado, quase no mesmo nível deste. A voz a minha frente foi aos poucos sumindo, e outra, longínqua, tomou o espaço.
Era pequeno, daquela época em que os sons são apenas sons...importante esclarecer, desde já, que a falta de capacidade de discernir entre este ou aquele não significa que sejam desprovidos de sentido, não, longe disso.
Fui arrancando de meu descanso com um grito...estava no berço, tranquilo, ainda que o ambiente estivesse imerso em tensão. Acordei assustado e claro deixei para todos, tamanha a choradeira que se seguiu.
Meu pai, de olhos fixos na televisão, saltara do sofá...braços estendidos, boca escancarada...Gooolllll!
Era o segundo da seleção brasileira. Final de Copa do Mundo.1970. Brasil e Itália.
Eu tinha seis meses de vida...agora, cá estou eu no Estádio Azteca.
Senti saudade de um tempo que não vivi. Senti saudades de abraçar meu pai e ouvi-lo contar como nossos jogadores desfilaram por aquele gramado...
Goooolllll!! Gritava um senhor ao meu lado, a pedido da guia que conduzia a visita. Ao longe, o eco das vozes de um pequeno grupo de quinze pessoas.
Gritei também!!! Pena que meu pai não estivesse ali...de certo, juntos choraríamos...