sábado, 1 de junho de 2013

Quem não se comunica...

Cara de quem não entendeu, não dá...
Alguém precisa avisar os franceses que uma companhia que se pretende global, como é o caso da Air France, não pode ficar sem se comunicar.
Não faz sentido algum as comissárias de bordo não atenderem os passageiros em inglês.
Vá lá que a língua é o maior símbolo de nacionalismo, mas ainda que respeite
o orgulho alheio e até admire certas resistências culturais, falar sozinho...

É pra lá que eu vou...

Cacá não é um velho amigo,  esses de longa data, não. Nos conhecemos há pouco mais de...deixe-me ver...uma hora talvez.
Na verdade dividimos a mesma fila no aeroporto e trocamos algumas reclamações sobre a demora e a qualidade do atendimento.
Ele fez questão de se apresentar como Cacá. Até contou que se chama Carlos Eugênio, mas esse é o nome do pai também...
Enfim, Cacá estava embarcando para Burkina Faso. Levava na bagagem enxadas, sim, isso mesmo, mudas de plantas, e conhecimento brasileiro desenvolvido pela Embrapa, que tem ajudado alguns povos africanos a conquistar o diteito mais básico:  plantar e quem sabe colher seu próprio alimento.
Cacá foi ajudar...boa viagem!!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

É assim...

Por entre a fresta da porta de vidro o vento passa. Junto ao frescor, o zunido. É como se o ar ganhasse voz, entrecortada pelo barulho ritmado do relógio...tic-tac, tic-tac, tic-tac...o resto, silêncio.
O dia não veio, mas a noite se foi, perdida em algum ponto da escuridão. Quem sabe pra onde?!
O tempo rasgado, qual folhinha velha atrás da porta. Dia após dia, um dia a menos. Tempo marcado em páginas rabiscadas, viradas sem terem sido escritas, ou foram e nós que não conseguimos decifrá-las...
O vento parou, já não fala mais. O tempo, ah, tic-tac, tic-tac, tic...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Omissão e Miopia

Acompanhamos na última semana a dor das famílias que perderam os filhos na tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Segue-se agora a busca pelos responsáveis. De um lado, a omissão do poder público, seja por permitir que a boate Kiss funcionasse sem alvará, seja pela falta de fiscalização. De outro, a ganância do empresário, que não garantia as condições de segurança necessárias.
No meio, centenas de jovens que tiveram a vida roubada, e antes disso, a informação.
O Jornal da TV Vitória veiculou com exclusividade uma reportagem que mostra que os dez terminais de ônibus da Grande Vitória estão irregulares, ou seja, não têm alvará de funcionamento desde março do ano passado.
Por eles passam cerca de 80 mil pessoas por dia. O corpo de bombeiros foi procurado, mas não esclareceu quais são as irregularidades. A Ceturb, Companhia de Transportes Urbanos, foi procurada, mas se negou a dar informações.
Para além do problema em si, a falta de transparência potencializa a omissão e/ou a miopia. É direito da população saber em que condições estão os equipamentos públicos que utiliza.
Após o incêndio em Santa Maria, algumas boates no Espírito Santo foram fechadas. Ótimo, se para o bem dos usuários.
Acontece que quem fiscaliza parece que não olha nem para o próprio umbigo. E a legitimidade vai para o ralo...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um brinde...

Escandalosa, excêntrica, misteriosa sim. Confusa, perturbadora, simplista, simplória atė...tímida, por vezes. Aberta, acolhedora, dinâmica.
Assustadora...competitiva, extremamente competitiva!
Beleza difusa, tentadora. Um cheiro concreto. Línguas que umedecem a alma, que nos levam para longe, sem sair do lugar.
Desejada...odiada.
Mundana!
Temporal...o ser se esvai na plenitude do estar. Hoje, não amanhã.
Intempestiva, complacente, desafiadora, sempre.
Perspectivas muitas, depende do olhar com que se olha.
Já fui casado com ela...há três anos sou só um amante...minha São Paulo!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um capítulo qualquer de nós...

Passei o olho pela prateleira. Interesses muitos. Estendi a mão em direção ao desconhecido, mas o olhar me traiu e pousou sobre um livro lido há muito tempo.
Guardava dele boas lembranças...uma história de reencontro com o que havia sido e de descobertas do que ainda estava por vir. “O último ano de Ricardo Reis”, escrito por José Saramago, conta a viagem de regresso de um dos heterônimos de Fernando Pessoa à terra natal.
Deixei o livro assentar em minhas mãos, passei os dedos com suavidade pelas páginas, senti o cheiro forte de algo esquecido no tempo. Coloquei a alma em paz e mergulhei eu também numa espécie de regresso.
Se fizéssemos assim com a vida, se nos permitíssemos folhear novamente nossas páginas escritas, descobriríamos, sem dúvida alguma, que a releitura não é reviver o passado, o velho, mas sim descortinar um novo olhar sobre nós mesmos, sobre a tarefa, acima de tudo prazerosa, de escrever nossa história...hoje, amanhã, depois de amanhã...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Lá vou eu...

Canto de alma, aconchego. Não é lugar qualquer, que está pronto, não. É construção, dia a dia, dia todo, todo dia.
É troca. A singularidade é tão somente princípio. Não meio, tão pouco fim. Somos conjunto de três.
Espaço que vai sendo preenchido e envolve. Canto que me encanta, que me faz inteiro, que me deixa seguro para ir e voltar de canto qualquer pelos cantos do mundo.
Canto meu que me permite enamorar outros tantos cantos com a certeza de que apenas um é, verdadeiramente, meu lugar...